João 21:14-22
As Escrituras claramente nos mostra, quando lemos dos versículos 1 ao 7, não apenas o respeito que Pedro tinha por seu mestre, Jesus, mas o afeto e o carinho que ele tinha pelo seu Salvador. Lemos uma narração fantástica no versículo 7: Pedro, ao reconhecer que seu querido Mestre, Salvador, Filho do Criador que o amou e se entregou a ele, estava ali pertinho, a 90 metros da praia, ele podia ver Jesus novamente. Notamos a grande alegria de Pedro ao avistar Jesus quando lemos que este, ao menos esperou que o barco voltasse à terra firme, lançou-se ao mar afim de chegar o mais rápido à presença de Jesus. Embora não conste nas Escrituras, podemos imaginar Pedro abraçando e beijando Jesus, podemos imaginar o respeito de um discípulo, o amor ao Mestre.
Mas Pedro comete um erro, quase imperceptível tanto para Pedro como para nós: "Pedro voltou-se e viu que o discípulo a quem Jesus amava os seguia. ( Este era o que se inclinara para Jesus durante aceia e perguntara: "Senhor, quem te irá trair? " ) Quando Pedro o viu, perguntou: "Senhor, e quanto a ele? "
João 21:20-21
Pedro teve uma mudança de foco quase que instantânea.
"Existem, nas Escrituras, muitas contrapartidas à inveja, mas não há como fugir do fato desconfortável de que Jesus lida severa e sumariamente com as raízes do chamado da inveja. No final do evangelho de João, Jesus delineia uma descrição sóbria do futuro de Pedro: "Em verdade te digo que, quando eras mais moço tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te conduzirá para onde não queres". Em seguida Jesus concluiu: "Segue-me!"
Por alguma razão, Pedro, voltando-se e vendo João, perguntou a Jesus "E quanto a este?"
A que Jesus respondeu: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me."
Quando Jesus chama, ele nos chama um a um. As comparações são tolices; especulações a respeito dos outros são uma perda de tempo, e a inveja é a loucura tanto quanto à maldade. Cada um de nós é chamado individualmente, responsável somente a Deus, para agradar a ele somente, e no final, ser aprovado apenas por ele. Se somos tentados a olhar em volta, comparar as notas, e usar o progresso de outros para julgar o sucesso de nosso próprio chamado, ouviremos o que Paulo ouviu: "O que você tem a ver com isso? Segue-me!"
Trecho extraído do livro "O chamado" - Os Guiness
Quando nos comparamos com o próximo, automaticamente estamos negando o fato de que Deus nos fez únicos. Desta forma, acabamos por minizar nossa individualidade. Pois, se comparamos, é porque estamos nos baseando no pensamento de que deveríamos ser iguais. Mas não! Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres (Efésios 4:11) Tenhamos sempre, portanto, a convicção de que Deus nos fez com um propósito individual e que comparar-se ao próximo é esquecer desta verdade. Faça o que Jesus disse: "Você, portanto, siga-me!".
Nenhum comentário:
Postar um comentário